26 de set. de 2012

COMPAIXÃO


Quando você pode ver e compreender o sofrimento de outras pessoas, significa que a compaixão chegou à sua vida. Você consegue enxergar a vida de uma perspectiva mais ampla, que inclue a disposição para aliviar os sofrimentos dos outros. Existem três maneiras de incorporar a compaixão em sua vida: (1)ouvir a pessoa com atenção,o que inclui repetir o que você ouviu-a dizer, mas sem expressar nenhuma emoção; (2) dar à pessoa a certeza de que ela é capaz de enfrentar qualquer situação da vida; (3) testemunhar o sofrimento dela sem tentar "salvá-la". Mas,para fazer isso,é necessário que você esteja bem e inteira.
 
Você se martiriza e condena  (e faz o mesmo com os outros)  quando não consegue demonstrar a perfeição que você mesma ou seu severo juiz interior exige? Você consegue seguir os passos da dança da vida mantendo à sua volta um infinito espaço de amor? Você se dá o direito de cometer os erros necessários para crescer e aprender ou está sempre morrendo de medo de errar? Tavez, para você, ter compaixão seja se doar exaustivamente aos outros até esgotar todas as suas energias.
 
Se é essa a maneira como você vê e pratica a compaixão, está na hora de fazer uma revolução. E essa revolução inclui libertar-se primeiro! Depois que tiver se estabilizado e se fotalecido por meio da compaixão, você será um poço de compaixão para as outras pessoas e para o mundo, sempre seguindo os três passos infalíveis descritos anteriormente.

O CHAMADO DA ALMA



Sua alma está procurando se comunicar com você. Você deve largar tudo que está fazendo para prestar atenção e ouvir cuidadosamente o que ela tem a dizer. É hora de priorizar o contato com a sua alma e viver de acordo com a vontade dela.Você está sendo convidada a tranquilizar os seus corpos emocional, físico e mental e a ficar em silêncio.
 
 
Você não sabe direito qual sua missão nesta vida e sente que está vivendo sem rumo ou objetivo? Você sofreu a perda de um ente querido e a sua vida parece que perdeu o sentido? Você já está cansada de viver numa sociedade materialista e consumista e gostaria de encontrar algo mais gratificante, do ponto de vista espiritual? Talvez você já esteja pronta para o profundo sentimento de paz e amor que a sintonia com a  sua alma proporciona. Seja em que ponto você estiver neste momento, saiba que essa sintonia só trará benefícios e tornará sua vida o que ela deveria ser: um paraíso terra!

CARIDADE


 
 
É hora de pensar no que você pode dar aos outros em todos os aspectos de sua vida. Ouça seu coração: caridade não é apenas dar coisas materiais, na verdade ela abre o seu coração para as verdades superiores da natureza humana, assim como: levar um sorriso à outra pessoa, levar consolo, alegria,etc.
 
Só o fato de você querer desenvolver em si a virtude da caridade já  basta para que as tendências de julgar e criticar se amenizem ou desapareçam completamente. A caridade abre  você para a expressão superior da natureza humana, pois o amor e a generosidade já fazem parte dessa natureza.
 
Você tem muitas mágoas no coração  e a sua criança interior, ferida, ainda sente vontade de revidar? Ou você prefere ver essas mágoas pelo que elas são e esquecê-las, procurando fazer o bem para outras pessoas? Você não consegue se livrar do vício de julgar o comportamento de outras pessoas e de critícá-las pelo que elas fazem ou pelo que são? Você vive espicaçando a si mesma  pelos seus maus hábitos ou supostos defeitos? Será que você vive cobrando dos outros e de você mesma coisas que nem eles nem você têm possibilidade de fazer? Ou talvez você ache que pensamentos ou palavras de crítica ajudam alguém a ser diferente, ou seja, melhor. A capacidade que nosso cérebro tem de criticar existe para nos ajudar a raciocinar e tomar decisões, não para que a usemos contra outros seres vivos. É hora de ver as pessoas, inclusive você mesma, com outros olhos e amá-las.

 
A maior caridade que você pode fazer na vida é ver com amor e aceitação o que você e as outras pessoas fazem e são. Cada um faz o melhor que pode. Porém, somos diferentes uns dos outros, de modo que o nosso"melhor" pode divergir muito. Quanto mais abarcamos um número maior de pessoas nessa idéia de caridade, mais disposição os outros terão para fazer o mesmo conosco, e assim estaremos ajudando a criar um mundo melhor.

CARINHO


Você precisa aprender a arte de cuidar de si mesma, em todos os níveis da sua vida. Ter carinho por si mesma, não é apenas tomar um bom banho: é também mudar suas crenças e seu jeito de pensar. A pessoa que tem carinho por si vive como se  cada momento ou situação da vida só existisse para lhe propiciar uma experiência maravilhosa, extremamente enriquecedora e nutrititiva.
 
Você se irrita só de pensar em arranjar um tempo para cuidar de si mesma, pois tudo que deseja é trabalhar, trabalhar, trabalhar? Alguém fez a sua cabeça? Então é hora de uma  boa reprogramação mental. Não sobra muito tempo para você cuidar de si mesma, depois de ter cuidado de todo mundo de sua família, do seu trabalho e de sua comunidade? Hora de encarar você mesma como uma prioridade. Está na hora de mudar. Talvez você ache que a sua vez ainda não chegou. Se esse for o caso, pare de colocar empecilhos ao seu   bem-estar. Você também merece carinho, precisa dele, então se disponha a recebê-lo.
 
Nenhum de nós, nem mesmo quem vive se gabando de sua energia inesgotável, consegue passar longos períodos sem se reabastecer, sem também receber cuidados que nos sustentem e saciem a nossa fome de amor. É necessário reservar um tempo para cuidar de nós mesmas.

BRINCADEIRA


Consiste em restabelecer contato com sua criança interior. É necessário que você se desvencilhe do paradigma cultural e comece a ver a vida como uma briancadeira. Já dizia o filósofo: "Apesar da vida ser uma coisa séria,não pode ser levada muito a sério."
 
Você aprendeu que a vida é um vale de lágrimas e agora pecebeu que a sua própria vida mais parece uma gaiolinha e reflete exatamente essa crença? Você acreditou na história que a vida é "uma coisa séria" e acha que brincar é bobagem, algo que não merece a sua atenção e prefere não ter de se incomodar com brincadeiras? Você sabe brincar? Talvez tenha sido ferida na sua capacidade de brincar e agora sinta dificuldade para resgatá-la. Está na hora de incorporar a brincadeira em sua vida, deixando que ela a rejuvenesça e vitalize. Ressuscite a sua criança interior antes que ela vire um fóssil!!!

Medite como existem infinitas possibilidades  de vidas para se aprender e nenhuma delas precisa ser levada tão a sério.

3 de ago. de 2012

BELEZA



A beleza busca momentaneamente os olhos, fazendo o seu espírito voar alto. Você está sendo convidada a viver a vida com beleza. Você pode fazer muita diferença na vida de outra pessoa e no mundo se optar por elevar o seu espírito por meio da beleza. Isso não significa que você deva ficar o dia inteiro sentada diante do espelho, empoando o nariz ou pensando em si mesma. Significa ficar atenta para que todos os seus atos e palavras sejam agradáveis e belos, em vez de hostis e banais. Todos nós temos um dom de beleza para oferecer ao mundo e a nossa jornada ao longo da vida consiste  em descobrir esse dom e essa beleza. A meditação consiste em você ver como pode levar a beleza para o seu dia dia e ao  de seus familiares, amigos, etc...

2 de ago. de 2012

APETITE


Você optou por nascer num corpo físico, que tem suas próprias necessidades e desejos, e agora o seu corpo despertou para o sexo. Mas é necessário  que ele seja praticado de uma maneira que a beneficie.

Você tem medo de qualquer coisa que se relacione como os desejos de seu corpo? O seu apetite sexual sempre foi reprimido, ou está morto e enterrado, só porque lhe ensinaram que sexo fora do casamento é algo pecaminoso e proibido, que só pode ser usado para procriação? Talvez tenha ficado viciada em sexo e o use para tudo - ter gratificação imediata, se entorpecer, não ter de enfrentar a vida, evitar uma intimidade maior -, exceto para o propósito principal: comunicar-se com o Divino. É hora de corrigir esse relacionamento como o dom mais sagrado que existe nesse mundo.

A experiência da intimidade física é um poderoso combustível que explode, deixando um rastro de expressão artística, literatura, pintura, dança, música. Algumas pessoas a usam para assumir e exercer o seu poder pessoal ou para adquirir conhecimento espiritual. Uma coisa é certa: o sexo existe na sua vida quer você tenha optado ou não para falar a língua dele. Se você o reprimiu, então é hora de preparar uma expedição para reinvindicá-lo na sua vida.

AMOR

Tudo na vida e no Universo vibra na sintonia do amor. O amor não só torna tudo possível como  conquista a tudo com gratidão.

Você está se sentindo pobre e miserável, carente e solitária, seca por dentro, sem alguém que a ame e possa amar? Ainda não encontrou o amor de sua vida e tem de dar um jeito de viver sem ele? Você já amou e perdeu o seu amor tantas  vezes que agora preferia não amar mais ningém, se possível nunca mais? Quem sabe você tenha sentido dificuldade para ligar-se com a Divindade ou para sentir  a presença da  Divindade na sua vida?  Pois agora é hora de fazer profundas mudanças que transformarão a sua vida.

O amor é um direito seu por nascença, quer você tenha um companheiro, um cônjuje, um namorado,um consorte, um filho, um animal de estimação  ou uma planta ou pedra especial. A presença do amor na sua vida não depende de nada nem de ninguém, exceto de você  mesma. É você quem decide se quer a sua vida transbordante de amor.

Tudo que você tem de fazer para mudar o jeito como o amor se manifesta em sua vida é amar a si mesma. Você não pode dar o que não tem. A primeira coisa que precisa passar por uma transformação é o seu relacionamento com a Divindade. Se falta amor na sua vida,você pode ligar-se com a Fonte, para que o amor passe a fluir. Comece perdoando a si mesma para qualquer coisa que tenha criado na vida, e  deixe que o amor entre em ação.


MEDITAÇÃO
Reserve um horário e um lugar em que não seja interrompida e, de olhos fechados, respire fundo e ao expirar perceba ou sinta a tensão  como uma armadura que cubra o seu corpo. Respire novamente bem devagar e, à medida que solta o ar, sinta essa armadura ficando mais leve e começando a desvanecer. Respire outra vez e sinta essa estrutura de ferro desaparecendo. Deixe que a respiração volte ao normal. 

Concentre-se no chacra do coração, localizado no meio do peito, na altura do coração. Respire fundo e sinta uma sensação de paz. Continua respirando e sentindo  uma sensação de tranquilidade, faça brotar dentro de você um sentimento de amor. Se sentir dificuldade para manter a atenção na sentimento de amor, faça essa meditação diariamente, até se sentir preparada para prosseguir.

Enquanto ainda respira através do chacra do coração, veja, perceba ou sinta a sua alma. Agora, amparada por esse sentimento de amor, deixe que ele sirva de suporte entre você e sua alma. Por meio do amor, você e sua alma tornam-se uma coisa só. Preserve essa sensação o maior tempo possível. Você pode concluir a meditação nesse ponto, mas se estiver pronta, passe para o estágio seguinte.

Você e sua alma são uma coisa só, então concentre-se no amor. Sinta uma luz e um amor totais, completos e inebriantes. Deixe que esse sentimento de união com a alma lhe permita ver ou sentir a presença da Divindade. Conserve essa sensação o maior tempo possível.

Aos poucos emerja dessa ligação com a Divindade. Concentre-se no sentimento de união com a  sua alma, ou de ser  envolvida por ela. Veja, perceba ou sinta o quanto o seu ser está impregnado de amor. Concentre-se na respiração através  do chacra do coração. Respire fundo, deixando que o ar penetre por todo o seu corpo e  solte o ar.







19 de mar. de 2012

O MITO DO INSTINTO MATERNAL


"Amor, só de mãe",  essa frase folclórica escrita em para-choques de caminhão, na verdade revela mais   sentimento do caminhoneiro do que a relação psicológica existente entre mães e filhos. É que, por mais intrigante que pareça, o amor de mãe pouco difere do amor de pai, irmão, padrasto e madrasta, marido e mulher, por mais que as supermães protestem e afirmem que o amor a seus filhos está acima de suas  próprias vidas!

Isso se deve a razões pouco conhecidas: o amor materno é um mito e entre os seres humanos não há amor incondicional. "Entre nós todo amor é construído". Essa tese não é nova entre os estudiosos do comportamento humano.

Antropólogos e sociólogos que estudam a maternidade nos tempos antigos  verificaram que em determinadas épocas era comum abandonar-se as crianças. Os bebês eram colocados em instituições ou dados para serem criados e poucos sobreviviam. E não era coisa só de famílias carentes, as ricas também faziam isso. Tal atitude mostra que cuidar dos filhos não é instinto.

Por volta dos séc. XV e XVI  era pensamento generalizado que os filhos não precisavam ser cuidados pela família. A criança não tinha, na Idade Média, a condição de ser humano, com direito a bons tratos. Só por volta do séc. XVIII houve uma mudança no discurso dos filósofos, e finalmente no séc. XIX surgiu, por parte dos médicos, a idéia da importância do amor materno.

O assim chamado "instinto materno" é um mito entre seres humanos, tanto que, ainda hoje há um número expressivo de crianças abandonadas, maltratadas, espancadas e até mortas por suas famílias mostrando que o vínculo biológico não garante amor e proteção.

Por outro lado, observam-se famílias com filhos adotivos e homens e mulheres que partiram para novo casamento e acolhem as crianças de seus companheiros com um amor profundo. O que existe no amor materno é um sentimento adquirido pela contato e a disposição da pessoa em amar a criança.

Vamos colocar como exemplo o caso de uma casal: o homem e a mulher se amam porque o amor deles foi construído. Mas pode ser demolido. Um fato novo pode acabar com ele, os divórcios que o digam. Tudo que pode ser construído pode ser descontruído, e novamente reerguido.



O instinto materno seria verdadeiro se a mulher tivesse  em seu equipamento biológico algo que a levasse a amar automaticamente seu filho. E ela não tem. Algumas mulheres pensam ter porque começaram a amar seu filho na gestação, e se encantam só de pensar em tê-lo. Mas isso só prova que o amor começa a ser construído no psiquismo. O mesmo acontece na adoção. Um homem e uma mulher decidem adotar uma criança e então passam a construir o amor por essa criança, antes de conhecê-la.

As pessoas ficam chocadas com a tese da ausência do instinto maternal porque, culturalmente, a partir do séc. XVIII e XIX passou-se a enaltecer a posição da mãe como aquela que protege seu filho, cuida dele por um tempo infindo, na verdade, por toda a sua vida.

A imagem cultural da maternidade vem cercada de clichês como: "Ser mãe é padecer no paraíso", "Mãe ama incondicionalmente o filho". Mas isso não é a regra. Nem toda mãe consegue amar seu filho logo que ele nasce. A cobrança da sociedade e da família em relação à mulher, para esta amar seu filho já a partir do primeiro momento em que o vê, é muito forte.

Nem todas as mulheres nasceram para ser mães, algumas não são capazes de construir um amor materno ou não têem vocação para a maternidade, outras podem preferir optar por uma profissão.
Por outro lado há pais que cuidam de seu filho de uma maneira mais satisfatória do que muitas mães. Esse  modo paterno de cuidar, de nutrir e acompanhar é muito importante. No plano do amor construído  a seus filhos, pais e mães devem ficar no mesmo patamar.

O amor não é dado, não está garantido de antemão,  não é fruto de geração espontânea, mas, ao contrário, demanda empenho, cuidado e investimento dos que integram uma relação amorosa qualquer que ela seja, entre pais e filhos, amantes ou entre amigos.

As noções que temos de como  os papéis e funções sociais devem ser exercidas é fruto de um imaginário social dado por idéias, imagens  e estereótipos compartilhados com certa homogeneidade pelas pessoas da época histórica de que se trata.

Alterar a visão do mundo e dos valores sobre os quais se assentam essas experiências, demandam um tremendo esforço e provocam um  desconforto não só naqueles que ousam mudar, mas também nos que os cercam.

Esse legado inconsciente e o mito do amor materno são em grande parte responsáveis por um lado, pelas mães que deixam a "guarda" para  o pai, ou perdem a guarda sentirem-se, ou serem vistas como mães incompetentes, abandonantes e más, e, por outro lado, os pais que reclamam a guarda, ou a "tiram" das mães, sentirem-se ou serem vistos como indivíduos cruéis e desumanas.

Ora, os atributos de afeto antes referidos não são prerrogativas do amor materno. Não estão adstritos a ele. O amor paterno também é  semeado, alimentado e aprendido no trato diário com os filhos. Nas oscilações da convivência, em meio à ambivalência, é construído e  sustentado. Nada difere em possibilidade, da magnitude do amor materno. Ambos os "amores" são conquistados, legítimos e de igual qualidade.

O que a criança precisa é de quem a olhe e veja como alguém de importância emocional, para nessa mirada poder reconhecer-se  como alguém merecedor de amor e amável. É necessário que nossa cultura abasteça o homem  de modelos de paternidade, como têm feito com a mulher.

Uma pergunta que não quer calar: "por que quando a mãe deixa o filho com o pai é abandono e quando o pai deixa o filho com a mãe é normal"?

HIPÁTIA